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terça-feira, fevereiro 01, 2011

REBECA



Tudo o que fomos
É mais do que não fomos
É pequeno como um grão de areia
Mas juntos, somos a praia
A deriva em um universo solitário
Um mundo criado por cada um de nós.

O vento que faz as janelas balançarem
A chuva que molha os cabelos da rainha da noite
O olhar vazio e inexpressivo de todos os olhos a me observar
As palavras insignificantes saindo de várias bocas que falam sem parar.

Parem!
Parem todos!
Eu posso descer?
Reconsidero cada dia que vivo
Inconscientemente me pego deitada na cama a pensar: onde eu estou?
Onde foi que eu me perdi de mim mesma?
Em que ponto da estrada eu me deixei para trás?

Cada fio de cabelo loiro agora rebeldemente tingido de preto
Cada pelo do meu corpo que se arrepia com a idéia abominante do que eu me tornei
Sem saber, eu sei que nada saberei até o fim.

Nada do que eu sou, eu fui
Ou o pouco que me restou...
O resto do nada que se dilui num copo d'água.

Uma mente insana com idéias normais
Uma mente insana que não pode se expandir...Jamais.

Lábios róseos, olhos azuis
Bochechas rosadas...
Quem é você Rebeca?
De onde vem essas lembranças amargas?

(Tamires Alci)


2 comentários:

Leandro Danúbio disse...

Que lindo, estava descrevendo uma amiga, que não via a muito tempo, mas que tinha uma lembrança forte...

Arnoldo Pimentel disse...

Muito lindo seu texto, parabéns e lindo dia pra você, beijos.

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