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terça-feira, abril 26, 2011

EU?

Eu sou dependente 
Dependente do meu eu
Das minhas músicas
Da minha paleta de cores.

Eu sou dependente do meu caderno e do meu lápis
Do meu mundo imaginário
Onde eu crio, recrio e destruo tudo da forma que eu quiser.

Eu tenho meus vícios
Eu tenho os meus erros
Eu tenho os meus defeitos
Talvez não tenha virtudes
Mas ainda mais talvez, eu seja humana por isso.

O meu olhar se perde de encontro ao horizonte
Sempre distante
Mas não tanto quanto o meu pensamento
Não tanto quanto os versos, que vão além do meu entendimento.

Para uma tarde fria, visto meu casaco verde
O zíper fica entreaberto
A porta fica entreaberta
O meu coração continua fechado
Fechado para balanço.

De noite, divago, discorro, descaso
Devagar, de novo, devolvo-me
Tudo que estava perdido
E que eu reencontrei
Aqui está.


Eu me devolvo a minha felicidade
Eu me devolvo os meus momentos preciosos
Eu me devolvo um sorriso
Eu me devolvo o direito de ser feliz
Eu me devolvo o direito de ficar triste
Eu me devolvo o direito de chorar, quando eu quiser
E por fim, eu devolvo-me a mim mesma.
.

Me perdi nos versos que estava escrevendo
Me desculpe, não contive meus sentimentos
Mas acho que isso não é um problema
Quem me entende, que se atente.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: At My Most Beautiful - R.E.M

8 comentários:

Gabriel G. disse...

Bom, o primeiro comentario do poema, claro uma honra para mim...Eu sei como é difícil escrever poemas, é querer encaixar pequenas peças complexas em um quebra cabeça pequeno, e quanto menor mais dificil acredite! Você fez isso com naturalidade, pincelava as palavras em uma tela, e na minha tela pregou. Parabens, continue escrevendo.

Ricardo Madruga disse...

Muito bonito o seu poema.Muitas pessoas se dizem independentes depende de que segmento da vida isso for analisado.Acho que todo mundo é depende das coisas que nos fazem felizes. O que me faz feliz é ver jogo de futebol então eu sou dependente do Futebol e de outras tantas coisas....
Bom pra refletir e filosofar o seu texto kkkkk
Se puder comenta no meu blog
abraço

Urbano disse...

A primeira parte da dependência deu uma direção; mas não entendi muito bem pra onde exatamente se quis ir (ou vai ver não se quis e eu que nnao entendi) seja como for, vou reler ao som de REM. Abs!

Filipe Dias disse...

Vc tem uma boa maneira de se expressar com as palavras, parabéns. Dificil não ter nada alem de vc mesmo, né?

Parabens mais uma vez,
passee lá pelo meu?
http://www.umcontoemeio.blogspot.com/
beijos

Francorebel disse...

Trocar nomes de personagens em um diálogo no blog é truque para pegar e descobrir blogueiros desatentos, ou até mesmo os que não leem. Mas, você passou no teste (eu certamente nem prestei nem prestaria atenção. Nomes, para mim, são detalhes, muitas vezes, inúteis).

Em relação ao seu post, curti isso:

"Eu sou dependente
Dependente do meu eu
Das minhas músicas
Da minha paleta de cores."

O que seria essa paleta de cores, hein?... Fiquei pensando muito nisso... mas, fora esse início deslumbrante, posso afirmar que o seu poema é todo lindo. Aplausos!

\/ /\ \/ /\!!!


Abraços!


F.

priscila simões disse...

mt mt bom o poema. continue assim \o.
bj :*

Arnoldo Pimentel disse...

Muito lindo e sempre profundo, beijos.

Millena Blogueira disse...

Excelente!Todos nós temos as nossas dependências.

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