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terça-feira, julho 19, 2011

JAMAIS TE ESQUECEREI

E hoje é um dia   
Do qual eu não gostaria de me recordar
Já faz tanto tempo que você se foi
Tanto tempo que me deixou aqui
Sem uma parte de mim.


Há quatro anos atrás
Eu conheci o sabor amargo da morte
Já era noite, quase dia
Quando uma voz desesperada chamou pelo telefone
Meu pai, em seu socorro, foi ao teu encontro
Ninguém sabia realmente o que estava acontecendo
Só sabíamos a gravidade
A (DESA)gravidade.


Fui até o banheiro
Olhei no espelho
E em silêncio pedi
Que nada lhe sucedesse.


Foi nesse momento que meu coração quase parou
E o grito mais silencioso ecoou dentro de mim
Segundos antes do telefone voltar a tocar
Quando tive a certeza do que aconteceu...
Chorei...
As mesmas lágrimas que ainda escorrem pela minha face.


Se eu pudesse
Apenas diria-te o quanto sinto tua falta
Falta do teu sorriso
Das brincadeiras
Do teu abraço
Dos nossos encontros todas as tardes
Quando o sol ainda estava abaixando.


O que eu realmente sinto falta, é da tua voz me chamando:
-Nina?!


Lembro das pessoas ao redor
E do tumulto que foi
Mas hoje, guardo apenas as recordações mais doces que tenho de ti
E que não importa quanto tempo passe
Ainda permanecerão
Assim como o amor que tenho no peito.






Destinado e dedicado à alguém que fez de mim, a pessoa que sou hoje. Que fez da minha vida um pouco mais feliz, que foi e sempre será alguém à quem tenho grande admiração, amor, carinho e respeito. Alguém que simples palavras, jamais conseguiriam descrever.


Obrigada por ter estado na minha vida por tanto tempo e por sempre estar lá quando eu precisei. Eu te amo, eu te amo.


Ao meu grande amigo e avô, José Alves.


           Com muito carinho. Nina.


•Ouvindo Agora:Love In The Afternoon - Legião Urbana

"Era assim, todo dia de tarde, a descoberta da amizade...Até a próxima vez..."

5 comentários:

Karla Hack dos Santos disse...

Que lindo!
De fazer o coração aquecer!

Amei!

;D

carol disse...

aiin, que lindo! E intenso!

Vc escreve muito beem!
bjs bjs

James Rocha disse...

Não sei nem o que comentar. Belo texto, ótima forma de homenagear alguém.

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema tão lindo que emociona, parabéns pela linda homenagem ao seu avô, será eterno em seu coração.Beijos

Francorebel disse...

Palavras bobas, corriqueiras, cotidianas, dizem pouco, mas as palavras de uma poetisa, a escrita que sente, que procura dizer o indizível das situações, das sensações, o indizível que reside nas atitudes conscientes ou não, essas produzem o infinito de possibilidades de se viver e criar e amar e ir além de qualquer realidade objetiva, que jamais poderá transpor a explosão de subjetividade ativa que corre no sangue do poeta...

"Noite de hotel
A antena parabólica só capta videoclips
Diluição em água poluída
(E a poluição é química e não orgânica)
Do sangue do poeta
Cantilena diabólica, mímica pateta

Noite de hotel
E a presença satânica é a de um diabo morto
Em que não reconheço o anjo torto de Carlos
Nem o outro
Só fúria e alegria
Pra quem titia Jagger pedia simpatia

Noite de hotel
Ódio a Graham Bell e à telefonia
(Chamada transatlântica)
Não sei o que dizer
A essa mulher potente e iluminada
Que sabe me explicar perfeitamente
E não me entende
E não me entende nada

Noite de hotel
Estou a zero, sempre o grande otário
E nunca o ato mero de compor uma canção
Pra mim foi tão desesperadamente necessário"

... poetar é música muda que ecoa em mim em som, em sol em luz, magnífica, quando a mediocridade finalmente fica para trás e a beleza vence por um nariz gelado de desejo, amor, paixão, como um relâmpaço, um coice de alazão, um beijo mortal e delicado que por si só é poesia, é a estrela colorida e brilhante, cadente, ascendente, escorpiana...

"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

(Refrão)

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio"

... então a verdade se manifesta na mentira e eu me espelho em ti e a falta é falta do nada e a presença é a presença de tudo e a profundidade vira superficialidade e vice-versa e eu, meu verso, me viro pelo avesso, pelos pêlos, louco, vidrado no fim, na morte, em algum lugar em casa na rua no fim do mundo e aí a gente finge que está tudo bem, tudo legal, que a gente é feliz e sabe escrever e vai criar mais e de repente a luz se apaga e de tudo se esquece...

"Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua"


Bj, irmã.


F.

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