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terça-feira, agosto 30, 2011

A CANÇÃO DO RETORNO À MORTE

A canção ecoava entre os cantos escuros
As águas eram calmas
Pareciam um espelho a refletir o céu cinzento
Enquanto navegávamos era como se o espelho lentamente se partisse.

Não havia vento
Não haviam ondas ou chuva
Não havia nada além dos ecos da canção
Que também era perturbadoramente calma
E atravessava conosco pela noite que caia.

A não ser por um momento
Em que uma echarpe flutuava nesse mar sem ondas
Era vermelha
Era como o sangue das mãos de quem quebrou o espelho
Mas foi só isso.

Era uma paisagem quase sombria
Na verdade era bem sombria
Não me lembro de ter visto árvores, a não ser algumas secas
E não via muitas pessoas
Apenas vultos.

Eu não via quem remava
Era apenas uma capa
Quase clichê.

E a canção terminava
Por centenas de vezes
E voltava a se repetir
Cantada claramente
Para quem quisesse ouvir.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Hoist The Colours - Pirates Of The Caribbean - At World's End

7 comentários:

Anônimo disse...

poema forte o seu...
mto bom!


http://www.diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com/
sigo quem me segue e retribuo comentários

Arash Gitzcam disse...

algumas canções da noite são belas...

vih disse...

Nossa, realizei a cena enquanto ia lendo, principalmente da parte da echarpe...
Gostei! =]

Matheuslaville disse...

Muito bom esse poema.... Texto com sentimentos....

Blog UaiMeu! disse...

Bonito seu texto!
Posta suas emoções em relação a vida e tudo aquilo que nos cerca.

passa la?
http://uaimeu10.blogspot.com/

Natasha Piervy disse...

Belo poema, geralmente poemas são bem pessoais, mas acaba nos envolvendo nos sentimentos que o poema quer passar.

Arnoldo Pimentel disse...

Você tem escrito cada vez melhor, é muito bom ler seus versos. Parabéns, tudo de bom pra você. Beijos

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