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segunda-feira, setembro 05, 2011

MORBIDEZ

As pegadas foram se apagando
Com as ondas do mar
Os dias passaram
E foram engolidos pela falta do que falar.


A sala ficou vazia mais uma vez
A cama, que antes era bagunçada
Esta feita há mais de um mês.


A cozinha não cheira mais a café
Cheira a poeira encrustada em todas as partes
Cheira ao tapete sujo da lama do seu sapato.


A única coisa que entra aqui, ultimamente
É o sol, que de teimoso atravessa as janelas
Não tem muita importância.


Aparentemente mórbido
Mas é aqui que eu gosto de estar
É me isolando do mundo
Que eu acho o meu lugar.


A palidez da minha pele
Mostra apenas um verão que eu não vivi
E um denso inverno
Parece que para sempre vai existir.


Vão repetindo-se os dias
Vão repetindo-se os versos
Vão repetindo-se as pessoas
Vai criando-se o meu universo.


(Tamires Alci)


•Ouvindo Agora:Atmosphere - Joy Division

3 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema triste e intenso onde a solidão se mostra presente em cada verso.Beijos

bia santos disse...

Um "que" de tristeza...

Eu já tive dias assim, onde tudo era dark e sombrio...

Enfim consegui me libertar...

Scarlett Gravina disse...

Sempre tenho dias assim .

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