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quarta-feira, agosto 31, 2011

O POEMA DA PREGUIÇA

Abri os olhos
Mirei no teto
Fiquei imóvel por, pelo menos uns cinco minutos
Em alguns instantes cheguei a achar que nem meus olhos piscavam
Eu não pensava em nada novo
Também não pensava em nada velho
Acho que apenas não pensava
Deixei minha mente flutuar.

As cobertas cobriam-me o corpo
Mas não cobriam-me a alma
Isolavam-me do frio
Mas não da solidão.

Voltei a observar o teto
A lâmpada apagada
Eu estava apenas com muita preguiça de me levantar
Aliás, preguiça de fazer qualquer outra coisa.

Não queria ver tv
Não queria ouvir música
E não queria ligar pra você
E não, também não é difícil de entender.

Levantei-me
Descobri-me
Me descobri.

Afastei as cortinas e abri a janela
O dia estava claro, mesmo sem sol
O dia era confuso, feito a cor do meu lençol.

O abajur tinha ficado aceso
E já não era preciso
A chuva começa a cair fina e elegante
Me arrancando um sorriso.

Os guarda-chuvas começaram a desfilar por ai
Crianças brincando com as poças d'água que só querem se divertir.

Tem dias em que o hoje só existe para que você queira dormir até amanhã.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: The Lazy Song - Bruno Mars

terça-feira, agosto 30, 2011

A CANÇÃO DO RETORNO À MORTE

A canção ecoava entre os cantos escuros
As águas eram calmas
Pareciam um espelho a refletir o céu cinzento
Enquanto navegávamos era como se o espelho lentamente se partisse.

Não havia vento
Não haviam ondas ou chuva
Não havia nada além dos ecos da canção
Que também era perturbadoramente calma
E atravessava conosco pela noite que caia.

A não ser por um momento
Em que uma echarpe flutuava nesse mar sem ondas
Era vermelha
Era como o sangue das mãos de quem quebrou o espelho
Mas foi só isso.

Era uma paisagem quase sombria
Na verdade era bem sombria
Não me lembro de ter visto árvores, a não ser algumas secas
E não via muitas pessoas
Apenas vultos.

Eu não via quem remava
Era apenas uma capa
Quase clichê.

E a canção terminava
Por centenas de vezes
E voltava a se repetir
Cantada claramente
Para quem quisesse ouvir.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Hoist The Colours - Pirates Of The Caribbean - At World's End

segunda-feira, agosto 29, 2011

TIRE SUAS CONCLUSÕES

Meus cabelos ruivos cortam o céu ao fundo
É uma imagem quase tórrida se você fosse fotografar
Apesar da chuva e dos raios que vem dos céus
Mas eu duvido que te interesse.

Há alguns passos
Passei por uma linha férrea
E um trem estava atravessando-a
Mas era um trem antigo
Sabe, aqueles vagões chiques e bem decorados
Não que eu tenha entrado
Mas eu estou por toda parte.

Tinha assentos vermelho-sangue feito os meus cabelos
E pessoalmente, gostei muito deles
Gosto da cor dos meus cabelos
Apesar de muita gente não gostar
Fazem os olhos azuis diamante vir a se destacar.

Parecia que eu estava em 1940
Mas pra mim, o tempo não importa
Aliás é com o que menos me preocupo.

Talvez você me conheça
Se não conhece, um dia irá conhecer...

Enquanto isso, eu vago por ai
Em noites como essa, procurando o que fazer.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Crazy Train - Ozzy Osbourne

domingo, agosto 28, 2011

NÃO EXISTIR

É assim e vai continuar sendo
Quando eu estiver aqui
Ou quando eu for embora
Quando a noite cair
Antes de mim, outrora.

E quando nada mais restar
Não quero estar aqui
Não quero estar ai
Quero apenas, ter o direito de não existir.

Não existir é algo complexo
Tudo existe
Se não existe é criado
Se não é criado, logo é imaginado para criar-se.

Quero ter o direito apenas de ser a folha em branco no fim do caderno
Quero apenas o beijo do namorado
Ou um abraço materno.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Tempo Perdido - Legião Urbana ♫

quinta-feira, agosto 25, 2011

O QUE MOVE VOCÊ?

E por um milhão de vezes
Eu vi a seguinte pergunta:
'O que move você?'
E até agora
Eu não sei direito como responder.


O que me move é o pôr-do-sol
O que me move é a música
O que me move é a paixão.


Não estou falando de qualquer paixão
Estou falando de paixão verdadeira, de sentimento
Se é que isso ainda existe.


Eu falo da paixão de um fotógrafo por sua câmera
E do prazer que sente ao ver que tirou uma de suas mais belas fotografias.


Eu falo da paixão de um surfista pelas ondas
Pelo infinito do mar.


Eu falo da paixão de um guitarrista por seu instrumento
E pela sensação única que ele tem ao ver suas notas ecoando pelos amplificadores.


É esse tipo de paixão que me move.


O que me move é o vento
Não o vento comum
O vento que bate no rosto através da janela de um carro
Quando você vai viajar.


O que me move é um beijo
Um beijo roubado e estalado
Um beijo na chuva
Um perdido no escuro e com gosto de pecado.


O que me move é tudo que me faz sentir viva
Tudo que me faz ter vontade de acordar amanhã
E continuar a viver
E mover essa roda viva.


E você...O que te move?


(Tamires Alci)


•Ouvindo Agora: The GodFather Theme - Slash

sábado, agosto 20, 2011

BREVE EXPLICAÇÃO

Bom dia, tarde ou noite. Dependendo da hora que você esteja lendo isso aqui.

Caros amigos e leitores deste e dos meus outros dois blogs (Profana Liberdade e Ilustrando Amor), venho por meio deste, prestar esclarecimentos à vocês pela falta de postagens.

Então, ultimamente tenho tido problemas com a operadora da minha internet (3G) Vivo. Tínhamos um plano de internet ilimitada até o mês passado. Porém, a "muito esperta" operadora vivo, cortou nosso plano sem nos comunicar. Agora tenho um plano de internet de 2GB que quando chega ao seu limite, é posto um bloqueio na conexão, dificultando muito navegar em qualquer página da internet (até facebook). Sim, pior que internet discada. Mas, estamos tomando as devidas providências contra a vivo e espero que em breve eu possa voltar a escrever aqui.

Não, o blog não vai acabar, eu tenho um apreço muito grande pelas coisas que escrevi e pessoas que conheci aqui, portanto não pretendo tirar o blog do ar

 Estou a procura de um emprego, e quando este aparecer as postagens serão de menor frequência. Então, espero que vocês possam entender e não deixarem de comentar aqui, seus comentários são muito valiosos e me fazem muito feliz. :D

Em breve também, pretendo voltar a povoar suas imaginações com poemas e textos bem sexy's no Profana Liberdade.

Desde já, agradeço sua compreensão.

Beijos...Até breve. 

Misunderstood.

terça-feira, agosto 16, 2011

POEMA DA INUTILIDADE

Eu já não durmo mais tão cedo
Falta-me o sono
As noites tem ficado tão longas
E os dias passam tão rápido que eu nem sei como.


Sinto-me tão mal 
A flutuar num mar de lama
Sinto-me péssima
E tenho cada vez mais vontade
De me afogar em minha cama.


Falta uma parte de mim
Um pedaço que preciso conquistar
Um espaço bagunçado que eu possa chamar de meu
Meu lar.


(Tamires Alci)


•Ouvindo Agora: Free Bird - Lynyrd Skynyrd
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