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quarta-feira, setembro 05, 2012

26/09/2012

Nova Iguaçu, 26 de setembro de 2012

É você não leu errado. 26 de setembro de 2012, torno a repetir. É hoje.

Livros vão se empilhando nas estantes
Parece engraçado
Mas eu olho para eles todos os dias
Eu não tenho tempo
E desses que jaz em seus pequenos centímetros acumulando poeira
Já li um bocado
É quase um pecado que ninguém os tire dali.

A faxineira vem de vez em quando e passa por eles um espanador
Não são espanadores que eles querem
São mãos
São olhos atentos
São corações.

Eu me sento
Eu escrevo pra ti
E tomo café
Procuro as palavras pra'quele teu verso 
Entre títulos meio embaçados
Baixo os óculos
Aperto minuciosamente os olhos
Encontrei, vamos tentar.

Eis aqui meia dúzia de tuas palavras: 

"...Que me entrego disfarçadamente
Quase sem sentir
Em cada sorriso
Cada passo do dia-a-dia
Todo aquele ir e vir

Que me entrego disfarçadamente
A cada respiração
A cada bambear de pernas
Arquear de quadris
Toda vez que toca aquela canção..."

E eu continuo:

"...Que me entrego disfarçadamente
E cada vez mais sou teu
Entre cabelos esvoaçantes
E beijos doces
Para sempre teu, nessa e nas minhas próximas vidas errantes"

Digo que encontrei teu trecho amassado na lixeira
Tive que colar algumas partes para fazerem sentido
Mas afinal, o que há de fazer sentido nessa vida?
Do texto à estante
Da viagem ao viajante
E os óculos embaçados pela fumaça do café.

-O que estava fazendo ai, meu bem? (Ela perguntou)
-Apenas te completando, meu amor.

Ela sorriu. 

O que faz sentido nessa vida é o amor, que faz todas as outras coisas deixarem de ser importantes.

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Esse Outro Mundo (Canção Rotativa) - Leoni

4 comentários:

B. disse...

Gostei bastante da maneira como começou o texto e depois intercalou versos, no meio do conto. Ficou interessante. Sobre a lição final, acho se referiu ao amor entre um casal, mas particularmente, considero os outros amores mais dignos. Amor de mãe, amor de pai, amor de amigos, e afins.

Marcos "Tinguah" Vinícius disse...

Creio que o amor possui muitas formas. As vezes o amor de um pai ou de uma mãe, não se compara ao sentimento de uma pessoa por outra.
Seria do mínimo egoísta afirmar que sempre o amor de um pai ou de uma mãe é maior do que o amor de um marido ou um amigo mais próximo.
Quando se trata de sentimentos, repito aquela frase cliché, porém real: "Tudo é muito relativo"
Enfim, achei o texto muito bom pelas partes do diálogo e também por mostrar um poema dentro do conto; e também, por eu estar vivenciando um sentimento lindo deste.

Parabéns meu amor!
continue assim ok?
Beijos, te amo!

Francorebel disse...

Estamos em dezembro não?

Beatriz Karen Lopes disse...

Acredito que o amor também faz todas as coisas deixarem de fazer sentido. E isso é assustador, absurdo e mágico ao mesmo tempo. Texto muito bom, como sempre. Beijos, boa semana!

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