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terça-feira, outubro 02, 2012

POEIRA

Eu olho em volta
Reparando tudo ao meu redor
Coisas velhas
Trapos acumulados sobre a mesa de canto
Junto à todas aquelas revistas velhas.

Da janela do avião
As nuvens
Da janela de casa
Junto à cortina
O cheiro daquele incenso insosso 
Que eu fingi que gostava.

Ânsia de vômito
Pedras nas paredes
Conchas ao chão
Conhaque posto
Sem gosto
Sem refeição.

Uma imagem distorcida
Na tv cheia de fantasmas
A antena com bombril 
E a roupa puída 
Tanta poeira que ataca minha asma
Bombinha
Bombinha
Respiração em 3...2...2...2...1

Poeira cósmica sem estrela

O tempo passou e ficou por aqui
O vazio se instalou ao mesmo tempo que tossi
O aviso já dizia:
"Nada velho te faz bem"

(Tamires Alci)

•Ouvindo Agora: Losing My Religion - R.E.M

5 comentários:

Logan disse...

Inspirador essa pesia, e vc tem bom gosto pra musica tambem.
Abraço!

Logan disse...

Quanto a sua mensagem de perfil.
"Eu fico aqui contigo".

Samuel Avner disse...

O velho já ficou no passado; ranzinza, empoeirado e sem dente. O novo é que se faz presente; andando contigo, saudável ou doente.

Ótimo poema! Não me arrependo de já estar te seguindo desde 2010, quando abriu teu blog. Teu estilo tem amadurecido junto com tuas novas idéis, continua assim!

Samuel Avner - Rabiscos de Realidade
http://rabiscosderealidade.blogspot.com.br/

Arnoldo Pimentel disse...

Existe o tempo certo para mudanças, e sabemos quando chega.Parabéns.

Francorebel disse...

Poeira cósmica sem estrela

O tempo passou e ficou por aqui
O vazio se instalou ao mesmo tempo que tossi
O aviso já dizia:
"Nada velho te faz bem"

(Tamires Alci)


Caralho.

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