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sexta-feira, janeiro 18, 2013

CAFÉ SEM BISCOITOS

Hoje, na hora do almoço
Choveu
O meu quarto?
Estava um breu.

Eu deitei na cama e apaguei
Apaguei o abajur
E desliguei meus pensamentos
Desliguei o cérebro da tomada por um tempo
Eutanásia?
Não....Descanso.

As cortinas tremulavam
Tremulava o meu coração dentro do peito
Que no próprio peito, já não cabia mais
Já não sabia mais o "porquê" de estar batendo.

O espelho
Tão complexo
Parece um borrão de tinta
Sem nenhum reflexo.

O chão do quarto
O tapete
A toalha molhada
Agora parece quase um enfeite
Um enfeite desfeito da minha pobre visão.

Tão longe vou
Viajando no cheiro do café
Café sem biscoitos
Sem companhia
Reclamo, reclamo
Mal parece que acabei de passar dos 18.

18km/h
18 metros
18 milhas
18 anos
18 dias e meses...

O vestido de bolinha ficou pendurado
No varal
Quem sabe pode ser usado
Em um outro carnaval
Quando eu encontrar a máscara
Quando eu re-encontrar a mim
No meu oceano, na minha estrada
No meu começo ou no meu fim.

•Ouvindo Agora: Telegrama - Zeca Baleiro

3 comentários:

Franco disse...

Você está cada vez melhor, impressionante.

B. disse...

Encantador! Uma cena cotidiana cheia de magia, de sentimento. Gostei dos 18's, enriqueceu o texto.

Arnoldo Pimentel disse...

Cotidiano em muitos quartos, não importando o tempo.

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