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sábado, janeiro 26, 2013

O VENTO, O MAR E A MORENA

Da janela do quarto
Do quarto de um hotel qualquer
Aqui em Copacabana
Tem o mar.

Pobre ironia do destino
Fazer um mar
Que não sabe amar.

Um mar pra engolir desejos
Pra engolir sentimentos
Um mar pra engolir o próprio ato de amar.

O vento que vem de lá
Não é o mesmo vento que venta cá
Venta cá no interior
Nesse pedaço de chão batido
Nessa poeira contida
Contida sobre os móveis da sala de estar.

O vento que vem de lá
Não é o mesmo que venta cá
O vento que vem de lá
Traz o cheiro do mar.

O vento que venta cá
Tem cheiro de flor-de-laranjeira
Tem cheiro da morena que passa na rua de vestido
O vento que venta cá
É quase um vento perfumado
Perfumado de ilusões.

O vento que vem de lá
É poluído
Poluído por desilusões de poetas à beira-mar.

Mas ainda é vento
Ainda é mar
Ainda é morena
Ainda é amar.

(Tamires Alci)

•Ouvindo agora: Criado Mudo - Leoni

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