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segunda-feira, junho 03, 2013

JUNHO, JÚLIA E OS DEZESSEIS ANOS

E já é junho
Estamos no meio do ano
E na metade da estação
De trem
Com o coração na mão.

Andando entre as plataformas
Escadas que sobem e descem o tempo todo
E esse monte de gente
Sempre com pressa
Pra chegar em casa
E assistir a novela das 8.

Esses dias que voam
Feito os vagões
Feito balões
Que sobrevoam
Um emaranhado de pensamentos.

E já é junho
Mês seis
Das dezesseis primaveras
De Júlia
Júlia Ana
Júlia Flor
Júlia
Que até julho passado
Sofria com dor de amor.

Mas passou o tempo
Assim como passa o café
E esse tal de tempo
É quase um açúcar da vida
Torna tudo menos amargo
Talvez não completamente doce
Mas, certamente, menos amargo
Feito o café quente
Da Júlia
Que escoava o filtro 102
E os antigos pensamentos
De um "futuro passado"
À dois, à três
E quando se vê
Já são seis da tarde
Do mês seis
E das dezesseis primaveras da Júlia.

Hoje já é dia três
Do mês seis
E já passou das dezesseis horas
E os antigos dezesseis anos também
Que ficaram na recordação
Daquele coração
Que amarga na estação de trem.

(Tamires Alci)

4 comentários:

B. disse...

"Tempo, tempo, tempo, tempo, é um dos deuses mais lindos."

Franco disse...

Essa poesia vai ficando cada dia mais velha.

Franco disse...

Tudo vai ficando, indo...

Franco disse...

Voltando.

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