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sábado, junho 01, 2013

PRIMEIRO DO NADA

E já é tarde
Já é de tarde
E quase noite pra se compreender
Pra se desfazer e refazer
Pra se recompor
Com o pôr-do-sol.

E já não se fala
E mais se cala
Do que se deveria calar
E escalar o monte Everest pra obter algum sinal
Algum sinal de vida
Ou da operadora do celular.

Na televisão
Tem jogo
Como quase todo fim de semana
Como todo fim de semana na verdade
Fim de semana
Fim do mês que se passou
E logo se inicia um novo
Dia primeiro
De inteiro
Tinteiro.

O nanquim
Que era usado pra escrever
Hoje se usa pra desenhar
Os traços do corpo de uma jovem
Que ainda dorme
Que ainda sonha
E que ainda sorri
E com esse teu sorriso, fui eu quem quase morri
Afogado no mar dos teus olhos.

E de princípio de mês
Bebo café
E dizem que pareço francês
Deve ser o cavanhaque
Ou a magreza extrema
Quase doentia
Quase anemia
Mas que em mais nada, se parecia.

Eu sento na cama
Deito e olho pro teto
Pro céu e seus enormes desertos de sal azul
Mar azul
Mais azul
Mais azul e mais realismo
Nos olhos nús
De todo aquele narcisismo.

(Tamires Alci)

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