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quinta-feira, agosto 22, 2013

CONFISSÕES DE ESCRIVANINHA

Confissões de escrivaninha são sempre as melhores
Cheias de sí
De mim
De pormenores.

Cheias de detalhes
De rimas
E de choro.

Que às vezes nem choro é
Mas passa a ser
Pra rimar com a dor
Pra parecer que se perdeu a fé.

Confissões de escrivaninha
São sempre cheias de sinceridade
De vontade
De verdade
E até de falsas verdades
(Não leia-se mentiras)
Falsas metades.

Confissões de escrivaninha
São sempre assim
De um jeito meio sem jeito
Meio torto
Meio desfeito.

Mas as confissões de escrivaninha
Sempre escondem uma vergonha de falar
De chorar, de abraçar, de desabar
Desabar em braços
Que só quem escreve, pode imaginar.

Confissões de escrivaninha
Nem sempre rendem bons poemas
Mas rendem bons fins de tarde
E rendem um café doce.

Melita 102
Deixa os cadernos, os livros e a escrivaninha pra depois
Toma esse café e vem logo me abraçar
Fica na ponta do pé
E faz meu mundo girar mais devagar.

(Tamires Alci)

2 comentários:

Gi Flaviany disse...

que linod texto, serio ameei :)
http://storiesofgi.blogspot.com.br/

B. disse...

Então eu leio teus textos e vejo o quanto o amor pode mover as pessoas. Que doçura!

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