terça-feira, 5 de abril de 2011

NIILISMO

E sinto assim apenas que devo continuar... 


Trovões cortam o silêncio da tarde chuvosa em que estou
Sentada na poltrona da sala, acomodo-me
Apenas a olhar as pequenas gotas lavando minha janela.


Está escuro aqui, mas ainda são 16
Um copo de vinho
Um maço de cigarro
Pro calendário falta um mês.


Tudo se completa nessa minha cena
Retro-esquizofrênica
A sala escura, os móveis imóveis
A fumaça do cigarro
O copo meio cheio
E não há mais ninguém aqui.


Não existe nada de absoluto nisso tudo
Não existe dor absoluta
Nem tristeza absoluta
Nem mesmo felicidade....
Já não sei.


É meio niilista
É meio de mim pensar assim
Mas são essas longas tardes à espera do nada que me fazem ser eu
Enquanto o rádio repete mais uma vez aquela sua canção....


(Tamires Alci)


•Ouvindo Agora: Atmosphere - Joy Division

11 comentários:

  1. sabe me dizer se os ciclos são absolutos?

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  2. Muito bacana o seu texto, bem intenso!!

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  3. Ei Tamires, muito bacana seu blog, você escreve bem. Vou sempre visitar aqui, me lembre !

    beijos

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  4. Lindo texto..
    parabéns pelo blog e pela escolha tocante da postagem.

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  5. Gostei, essa sensação de contra a vida e ao mesmo tempo abandono. Consigo enxergar perfeitamente e cena que descreve, parece um pequeno filme na minha frente. Uma imagem que consegue transmitir essa sensação. Parabéns, nem todos conseguem descrever algo assim.

    http://fernandaamylice.blogspot.com/

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  6. Você descreveu todo ambiente da cena com muita perfeição, assim como o clima do poema.Beijos.

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  7. niilismo?

    saio daqui com aquele pontinha de quero mais em saber sobre o que é niilismo!

    ^^

    abraços!

    http://manuscritoperdido.blogspot.com/

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  8. Ouvindo Joy Division para entrar no clima (gosto demais)...

    Enquanto você sentir que deve continuar é um bom sinal...

    Tarde chuvosa foi a que eu tive hoje...

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  9. Putz! Sensacional!...

    Me surpreendo a cada visita. Mergulhei nesse clima bucólico e cheguei a sentir o cheiro do cigarro. Muito bom!

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  10. Nada existe. Nem a verdade. Nem a mentira.
    Nada significa nada. Ou tudo, que é nada e tudo ou não.

    "Vaca profana põe teus cornos/ Pra fora e acima da manada"

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