quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DEVORAVA-OS

Devorava livros de uma estante empoeirada
Devorava-os tão deliciosamente que chegara quase a ler um por dia
Sentia-se viva
Sentia-se nova
Sentia-se feliz.

Vivia tantas viagens
Tantos mundos
Tantos outros universos e galáxias.

Devorava os livros
Ao lado, uma xícara de café
Apoiado em um banco, um cinzeiro
Devorava tanto os livros
Quanto os maços.

Voava em versos
Dançava nas ondas do mar
E até podia ouvi-las quebrando na janela.

Às vezes era homem
Às vezes mulher
Às vezes nem isso era
Era um infinito distorcido.

Devorava-os
E a cada dia, sua mente tornara-se mais rica
Mais criativa, explêndida e exuberante.

Nunca havia sido uma mulher feia
Passava longe disso
Mas a cada livro que devorava
Pérolas prendiam-se nos cabelos
E seus olhos, ficavam ainda mais cheios de luz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

•Expresse sua opinião de forma coerente
•Respeite os outros leitores
•Nada de palavrões
•Sem ofensas
•Evite escrever com o CAPS LOCK ligado
•Evitexx excrever axim também (Obrigada)
•Volte Sempre! :)